Introdução
Todo Buster Call é conduzido por cinco vice-almirantes, e nenhum almirante precisa se levantar para isso acontecer. Guardei essa informação por anos sem perceber o que ela dizia sobre a estrutura.
Almirante é evento. Vice-almirante é expediente.
Onde o posto fica
Acima existe um punhado de almirantes e um comandante da frota. Abaixo, contra-almirantes, capitães e a base enorme da instituição. Vice-almirante é a última faixa com muita gente e poder real de decisão em campo.
São eles que comandam frota, tocam operação grande e aparecem quando a Marinha precisa de força coordenada em vez de um monstro solitário.
Por que não mandar um almirante sempre
Porque almirante é raro e caro. Cada um deles é capaz de destruir região inteira, o que faz do deslocamento de um deles uma declaração política antes de ser uma medida militar.
Mandar almirante a toda ocorrência sinalizaria desespero e desgastaria a única reserva estratégica que a instituição tem. Então a Marinha gasta vice-almirante.
Quem ocupa a faixa
Garp ficou nela a vida inteira por opção, recusando subir. Tsuru trabalha ali como oficial de estado-maior, resolvendo por logística e informação o que os outros resolvem por força.
Smoker chegou ao posto depois da elipse, e continua fazendo o mesmo que fazia como capitão: perseguir a mesma tripulação com a mesma teimosia, agora com mais navio e a mesma falta de sucesso.
Nenhum dos três se parece com os outros. É a faixa mais heterogênea da instituição, o que reforça a ideia de que ali mora o trabalho e não a doutrina.
O custo de ficar no meio
Vice-almirante é o posto que perde. Quando a série precisa mostrar que uma ameaça é séria, alguém dessa faixa é derrotado, porque derrotar almirante custaria caro demais à régua de poder.
Então eles carregam a instituição nas costas e ainda servem de medida de perigo alheio. Sindicato nenhum aceitaria esse acordo.