Introdução
O oceano de One Piece é banhado em sangue, mitos e segredos que o Governo Mundial tentou, por oito séculos, sepultar nas profundezas do esquecimento. Contudo, há uma sombra que transcende os apagamentos históricos casuais; um nome que faz até os ossos dos Cinco Anciões estremecerem no santuário imaculado de Mariejois. Esse nome é Rocks D. Xebec. Antes que a era fosse definida pelo sorriso radiante e livre de Gol D. Roger, o mar estava submerso sob a opressão sufocante e a ambição apocalíptica da tripulação mais monstruosa, instável e letal que já rasgou as ondas da Grand Line.
A história nos diz que Rocks foi derrotado na extinta ilha de God Valley, há 38 anos, por uma improvável e mítica aliança entre Monkey D. Garp, o herói da Marinha, e Gol D. Roger, o homem que viria a ser o Rei dos Piratas. Contudo, a narrativa oficial é uma carcaça vazia, uma mentira coreografada pelo Governo Mundial para mascarar a magnitude real do tabu que foi quebrado naquele dia. Rocks não queria ser apenas o rei dos piratas; ele almejava destronar Imu, exterminar os Dragões Celestiais e coroar-se como o indiscutível "Rei do Mundo". Para compreender esse nível descomunal de arrogância cósmica e poder destrutivo, precisamos mergulhar na escuridão fundamental de sua origem.
Neste colossal e obscuro compêndio investigativo, desceremos aos círculos mais sombrios da história de One Piece. Analisaremos a gênese do pesadelo que começou na Ilha dos Piratas, Hachinosu, examinando a brutalidade do pacto de sangue que uniu monstros inconciliáveis como Barba Branca, Big Mom, Kaido, Shiki e Capitão John sob a mesma bandeira negra. Escavaremos a terra ensanguentada de God Valley, dissecando os jogos sádicos de extermínio promovidos pelos Tenryuubitos e desvendando o grande "Tabu" profano que Rocks intentava roubar, ou destruir, nas sombras sagradas da ilha.
Mais do que apenas dissecar o passado, nós o projetaremos no futuro, apontando nossa bússola de caos e conspiração diretamente para o seu mais apavorante reflexo no presente: Marshall D. Teach, o Barba Negra. Examinaremos de forma forense as correntes invisíveis que ligam o navio "Saber of Xebec" aos mistérios da biologia anômala de Teach. Será ele um devoto fanático guiado pela "vontade herdada", um hospedeiro carnal de uma alma dividida ou, como sugerem os horrores dos laboratórios genéticos da MADS, um clone criado na penumbra das ambições esquecidas? Prepare-se, pois a cortina do abismo está prestes a se erguer, e a verdadeira história do D. mais sombrio será revelada.
Historicamente, a narrativa nos ensina que a escuridão sempre busca o caos para prosperar. Rocks não era apenas um homem movido por sonhos vulgares de ouro, mulheres e bebidas infinitas, arquétipos frequentemente colados à pirataria genérica. Ele era um erudito do caos, um homem que supostamente quebrou o maior tabu possível do Governo Mundial: investigar a fundo e decifrar os estilhaços proibidos do Século Perdido, as verdades omitidas sobre o grande reino esquecido. O conhecimento não era uma ferramenta de libertação para ele, mas a própria lâmina com a qual pretendia decapitar a ordem celestial governante de Mariejois, para que as trevas caíssem sobre os mortais impunes. Seu navio, seu bando e sua própria filosofia eram manifestações físicas e imensuráveis de puro ódio ancestral e antissistema, que fervia como magma nas entranhas frias de God Valley, antes de se espalhar perversamente pelas próximas gerações, criando feridas irremediáveis e monstruosas na política global.
A Colmeia do Caos: O Pacto do Submundo em Hachinosu e a Gênese do Mal
A Ilha de Hachinosu não é apenas um refúgio para foragidos; ela é uma entidade arquitetônica viva que pulsa com ganância, perversidade e caos irrestrito. A própria forma da ilha, assemelhando-se a um crânio gigantesco ou a uma colmeia grotesca, carrega o simbolismo dos insetos parasitas atraídos pela putrefação e pelo mel doce do poder absoluto. Foi neste solo amaldiçoado que a lenda da Tripulação dos Rocks foi concebida, muito antes de o conceito de Imperadores (Yonkou] fragmentar os oceanos numa frágil Guerra Fria de esferas de influência.
Sengoku descreveu a formação do bando como um "lucrativo esquema" que degenerou numa tripulação insana. No entanto, reunir piratas com as personalidades narcisistas e colossais de Charlotte Linlin, Edward Newgate, Shiki o Leão Dourado e Kaido das Feras não é uma tarefa que se realiza com promessas de ouro e moedas. Uma teoria densa e enraizada no folclore pirata que Oda adora incorporar é a do Davy Back Fight original. Hachinosu é o berço lendário deste jogo profano. Rocks D. Xebec não convidou esses prodígios monstruosos; ele os subjugou através de uma versão sádica, literal e espiritual do Davy Back Fight, roubando suas independências e forçando-os a navegar sob a sua bandeira, transformando predadores alfas em peões relutantes do seu tabuleiro apocalíptico.
Ao amarrar esses monstros a um juramento místico ou à força absoluta de sua vontade, Xebec tornou-se a "Abelha Rainha" dessa colmeia infernal. Diferente de Roger ou Luffy, cujas tripulações são unidas pelos fios etéreos da amizade e da confiança mútua, a tripulação de Rocks era mantida coesa puramente pelo terror gravitacional que o Capitão exercia e pela sede de destruição compartilhada. Era relatado que eles frequentemente se matavam nos conveses, numa demonstração de que a força bruta era a única lei reconhecida. O bando não era uma família; era uma panela de pressão psíquica, e Xebec era a chama ardente que a aquecia e a mantinha selada pelo próprio Haki do Conquistador, denso a ponto de distorcer o ar.
A criação deste bando foi o primeiro grande ultraje à ordem cósmica estabelecida pelo Governo Mundial em muitos séculos. Xebec formou um exército que não reconhecia deuses, sejam eles Dragões Celestiais ou mitos ancestrais. Para Rocks, Hachinosu era apenas a plataforma de lançamento. Ele estava acumulando as armas humanas mais poderosas do mundo porque seu objetivo final requeria um poder militar que fizesse frente à totalidade das forças de Mariejois, dos God Knights e do próprio trono oculto sobre o qual senta a figura fantasmagórica de Imu.
A Ilha Fantasma: O Carnificina de God Valley e o Tabu Imperdoável
God Valley era, até poucos anos, uma menção passageira, um eco quase esquecido no vento. Com as revelações angustiantes extraídas das memórias de Bartholomew Kuma, descobrimos a natureza nauseante da ilha: não era um mero ponto estratégico, mas o palco de um horror genocida, um torneio macabro promovido pela elite intocável dos Tenryuubitos. A cada três anos, os Dragões Celestiais caçavam as populações nativas não alinhadas ao Governo e seus escravos revoltosos por pura diversão e entretenimento esportivo aristocrático.
<img src="/img/teorias/rocks_god_valley.jpg" alt="Rocks D. Xebec rindo maniacamente nas sombras, envolto em trovões escuros sobre as ruínas em chamas de God Valley.">
Mas por que Rocks D. Xebec, o pirata que desprezava a autoridade, levou sua frota inteira de aberrações diretamente para as presas desse massacre insano? Sengoku mencionou que eles buscavam algo que estava escondido lá. Durante muito tempo, acreditou-se que o alvo era o resgate de escravos, mas Xebec não era um libertador compassivo como Nika; ele era o próprio abismo. A resposta mais provável e aterrorizante reside nos prêmios distribuídos pelos Dragões Celestiais durante aquele banho de sangue, bem como nos segredos arqueológicos que a ilha pudesse esconder debaixo de sua crosta manchada de sangue.
Nós vimos que Akuma no Mi poderosas e obscuras, como a Fruta Mítica do Dragão (Uo Uo no Mi, Modelo: Seiryu] dada a Kaido por Big Mom e a Nikyu Nikyu no Mi consumida por Kuma, estavam presentes nos cofres da ilha. No entanto, é muito improvável que o homem que visava o "Trono do Mundo" mobilizasse uma guerra em escala global contra os figurões de Mariejois e o recém-chegado Figarland Garling apenas por frutas do diabo. O "Tabu" que Rocks violou pode ter sido a tentativa de despertar uma Arma Ancestral (talvez a cápsula de Urano estivesse enterrada lá] ou, ainda mais sombrio, o ataque visceral aos próprios deuses: Rocks queria assassinar sistematicamente a aristocracia suprema do Governo para arrancar deles um artefato de controle divino — a chave secreta que abre as defesas do Trono Vazio.
O ataque a God Valley não foi um embate aleatório; foi a heresia suprema. Xebec rasgou o véu da intocabilidade dos Dragões Celestiais, matando deuses e desafiando o pilar que mantinha a ilusão de poder absoluto deles. A aniquilação física de God Valley que se seguiu não foi um desastre natural, tampouco causada apenas pelos golpes de Garp e Roger. Foi a "limpeza" cirúrgica efetuada pelo próprio Imu ou pelo poder massivo que os Cinco Anciões comandam, usando a arma que destruiu Lulusia anos depois, para garantir que as evidências da audácia divina de Rocks e os segredos da ilha fossem apagados das páginas da história para sempre.
O Dia em que o Céu Caiu: Garp, Roger e a Contenção do Abismo
A narrativa sobre a aliança entre Garp e Roger é a quintessência da complexidade da Justiça em One Piece. Por que um marinheiro virtuoso, defensor inabalável das pessoas, se uniria a um pirata formidável para proteger os monstros sádicos que caçavam civis por esporte? A contradição aparente se dissolve quando examinamos a natureza da ameaça que Xebec representava. O mal de Xebec não era político, era existencial. Ele não apenas odiava os Tenryuubitos; ele desejava o poder deles para si, não para libertar, mas para escravizar o mundo inteiro sob o manto das trevas absolutas e da barbárie incivilizada.
Monkey D. Garp, com sua "Justiça Moral", estava ali em God Valley não para agir como cão de guarda da realeza de Mariejois, mas para intervir em um genocídio generalizado e impedir que o poder supremo caísse nas mãos do pirata mais violento e anárquico do globo. Gol D. Roger, por sua vez, compartilhava o D., mas nutria um senso de liberdade e aventura completamente divergente. O confronto entre Roger e Rocks foi essencialmente uma guerra ideológica sobre o significado da verdadeira vontade dos D.: A Liberdade Desimpedida (Roger] versus A Dominação Absoluta e Destrutiva (Rocks].
O confronto em si deve ter rasgado a estrutura da realidade física da ilha. Ao enfrentar monstros como Barba Branca e Big Mom no auge de sua fúria, e culminar num choque frontal contra a escuridão caótica de Xebec, Garp e Roger cimentaram uma lenda inigualável. Não foi apenas uma troca de socos banhados em Haki do Armamento avançado; foi a contenção desesperada de um cataclismo. As ondas de Haki do Conquistador certamente dividiram o céu, fragmentaram o solo em pedaços vulcânicos e silenciaram os canhões dos exércitos.
Ao derrubarem Rocks, Garp e Roger não destruíram o mal do mundo, eles simplesmente evitaram o pior dos cenários apocalípticos. Contudo, ao fazê-lo, inadvertidamente proporcionaram ao Governo Mundial a chance de encobrir o incidente com a poeira cósmica do silêncio absoluto. Garp não gosta de falar sobre God Valley precisamente porque sabe que sua glória heróica foi construída sobre os cadáveres dos inocentes esmagados e ignorados pelo Governo e sobre a salvação temporária de monstros piores que piratas. A tragédia de God Valley é o calcanhar de Aquiles moral que assombra a mente do Herói da Marinha até os dias de hoje.
A Sombra Ressuscitada: A Vontade Sombria Infiltra a Nova Era Através de Teach
Oda nunca escreve o passado pelo mero valor de compêndio histórico. Os fantasmas de One Piece invariavelmente voltam para devorar o presente. E a sombra monstruosa de Rocks D. Xebec reencarnou de maneira assustadoramente óbvia na figura gigantesca, gananciosa e implacável de Marshall D. Teach, o Barba Negra. As conexões são tão explícitas que soam como sirenes em alto mar: o nome da nau capitânia de Teach, o navio feito de troncos amarrados num caos estrutural, chama-se "Saber of Xebec" (O Sabre de Xebec]. Teach fez de Hachinosu o quartel general oficial de seu recém-proclamado império pirata. Ambas as ambições convergem brutalmente não para ser apenas o "Rei dos Piratas", mas para desafiar, humilhar e subjugar o Governo Mundial diretamente, usando o caos como sua principal arma de guerra geopolítica.
No entanto, a relação entre Teach e Xebec vai muito além do simples paralelismo poético de ideais profanos, mergulhando de cabeça nas anomalias corporais bizarramente perturbadoras de Teach. Marco, a Fênix, outrora o curandeiro e primeiro comandante do Barba Branca, proferiu uma frase que ecoa através das décadas na comunidade de teóricos de forma incessante: "O corpo de Teach não é normal... ele tem uma estrutura corporal estranha." Além disso, Buggy percebeu, durante os embates colossais entre o bando de Roger e o de Barba Branca, que o jovem Teach jamais fechava os olhos para dormir, fato posteriormente confirmado por Luffy e Zoro numa ilha invernal em Mock Town.
Teach foi retratado, em desenhos de infância fornecidos por Oda, sentado sozinho na escuridão da noite, encolhido sob a lua crescente, chorando lágrimas silenciosas, abraçando os próprios joelhos numa postura não apenas de tristeza profunda, mas de um profundo isolamento sombrio, de alguém que talvez já escutasse as vozes dos monstros sussurrando sem parar dentro de sua mente torturada, ou sentindo o peso cósmico de um legado indesejado cravado fatalmente no seu código genético através de caminhos profanos.
Por que Teach compartilha essa vontade aniquiladora e esse destino entrelaçado? Alguns acreditam que Teach é movido pelo fanatismo, que, como um adorador que encontrou o diário e as lendas de Rocks nos confins de uma ruína amaldiçoada, ele tenta recriar as mesmas estruturas monstruosas do passado, recriando Hachinosu, caçando Akuma no Mis míticas — uma imitação cruelmente letal de um fantasma extinto que busca o caos como religião.
O Experimento Gélido: Clone da MADS, Múltiplas Almas ou Parasitismo Ancestral?
A verdadeira escuridão desta investigação mergulha quando examinamos a hipótese do clone, que é muito mais plausível agora que entramos no arco de Egghead e mergulhamos nos profundos e amorais mistérios das experiências científicas desvairadas no universo de One Piece. Nós testemunhamos, inequivocamente, o nascimento profano da "Miss Buckingham Stussy", um clone perfeitamente geneticamente instável criado pelas mentes brilhantes e cruéis do laboratório científico fora da lei "MADS", que contava com figuras lendárias como Dr. Vegapunk, Vinsmoke Judge e Queen.
E quem integrava os Piratas Rocks em toda sua fúria indomável? A própria Stussy original, ao lado de Newgate, Linlin, Kaido, Shiki... Todos formavam as fundações biológicas e sombrias da maior aliança do submundo imaginável, que caiu amargamente em desgraça trágica no massacre abafado de God Valley, 38 anos atrás. Teach, notoriamente, possui 40 anos de idade na cronologia atual e vigente do mundo (antes e depois do timeskip fatídico]. Esta é a matemática perturbadora: o jovem Marshall D. Teach tinha exatamente a inocente idade de "dois anos de existência" quando a monumental tragédia cósmica de God Valley destruiu o seu possível pai genético.
Se Stussy foi clonada num teste embrionário e cruel por cientistas, seria completamente fora de cogitação assumir a teoria sinistra que Vegapunk, Judge e os demais cientistas amorais colheram meticulosamente o próprio material genético (ou a "linhagem sanguínea" - Lineage Factor] dos membros caídos do bando de Rocks? E se o jovem Teach não for um ser natural e filho legitimo das estrelas, mas sim o clone indomado e geneticamente manipulado de Rocks D. Xebec, abandonado à própria sorte fria ou sequestrado secretamente por Newgate para ser vigiado eternamente? Uma quimera humana cujo DNA falho e saturado por múltiplas heranças artificiais concede-lhe a peculiar e aberrante anomalia anatômica indescritível de poder abrigar a Yami Yami no Mi e a Gura Gura no Mi simultaneamente no mesmo invólucro carnal sem explodir nas águas profanas?
Alternativamente, adentraremos na tese do Parasitismo e Múltiplas Almas. A Yami Yami no Mi — A Fruta da Escuridão Absoluta —, considerada por Teach de forma religiosa como a "arma diabólica" que escolheu o seu dono final, poderia ser não apenas um reservatório e sugador cósmico infinito de dor e dor, mas o verdadeiro "Davy Jones Locker" da alma insana e fragmentada de Xebec, sobrevivendo parasitando as sombras mais densas na fruta e esperando até renascer e transmigrar para Teach através da letargia do abismo escuro. As três caveiras estampadas incansavelmente na sombria Jolly Roger (bandeira pirata] do Barba Negra, as estranhas menções no plural que Zoro e Luffy utilizaram ao referir-se a Teach brutalmente na rua gélida ("não é ele, é eles"], seriam pistas macabras e escandalosas das mentes emaranhadas que coexistem na densa fumaça de sua cabeça conturbada. Xebec pode literalmente estar vivo e sussurrando profecias macabras e comandos no fundo negro da psique fragmentada do Imperador Teach.
O Eclipse Iminente: O Fim do Jogo e a Ascensão do Rei do Mundo Sombrio
Todas as linhas convergentes deste ensaio épico e tenebroso apontam incansavelmente para um cataclisma futuro nas águas tormentosas do Novo Mundo. A lenda maldita e apagada sistematicamente pelo Governo Mundial de Rocks D. Xebec não é apenas o conto triste de um demônio aniquilado nas sombras profanas do passado da era de Ouro. Xebec é a semente negra meticulosamente plantada no núcleo corrompido do mundo, cujas raízes venenosas brotam através do colossal crescimento vertiginoso do bando infernal de Teach e sua esquadra de usuários aberrantes de Akuma no Mis caçadas de covardes no mar ensanguentado.
O confronto final prometido pelas fadas do destino não será uma repetição pacífica de God Valley. Desta vez, Garp foi esmagado e capturado pelo abraço gélido das trevas no antro sombrio de Hachinosu; e Roger descansa inexoravelmente morto em seu túmulo empoeirado em Loguetown. A balança divina de poder tombou pesadamente em prol do abismo absoluto. Teach/Rocks se erguerá mais alto, e mais forte do que sua velha versão arcaica do passado, possuindo agora os segredos proibidos, o poder magnético insuperável das trevas puras combinadas mortiferamente com o som abalador do destruidor de montanhas, os abalos sísmicos absolutos, e o bando profano forjado na crueldade implacável que as paredes das grandes prisões tentaram silenciar.
A ambição primordial e sombria de subjugar o inalcançável e imundo Trono Vazio de Imu em Mariejois — não libertando os indefesos ou trazendo o glorioso sol de Nika (Amanhecer] — mas instalando a anarquia totalitária, a noite eterna. Este pesadelo só será desconstruído pelos portadores opostos da letra D. Monkey D. Luffy, a encarnação do Sol radiante de Joy Boy; empunhando a liberdade despretensiosa em oposição direta e colossal à dominação cega e tirânica herdada da semente profana e podre de Xebec.
Para entender e antecipar verdadeiramente o que acontecerá nos capítulos apocalípticos do final da obra de Oda, não olhe fixamente para as estrelas e constelações traçadas pelo sistema; olhe nas entranhas da noite. Rocks D. Xebec vive no sorriso desdentado de Barba Negra. Ele sorri silenciosamente na sombra fria das moedas de prata espalhadas em Hachinosu. O pacto profano do mar continua a sangrar o oceano. O mundo, eventualmente, ouvirá o riso esquecido e enlouquecedor dos Rocks uma última, estrondosa e derradeira vez, ecoando sobre os escombros fumegantes e arruinados da Red Line esmagada em poeira e sal puro.
O Abismo Mitológico: A Verdadeira Conexão Entre Rocks D. Xebec, Davy Jones e a Yami Yami no Mi
A narrativa de One Piece é intensamente ancorada em mitos navais e no folclore sombrio dos piratas reais que aterrorizaram as águas do Caribe e além. No entanto, nenhum mito se destaca mais quando falamos de morte, barganhas sombrias e possessão oceânica do que a figura espectral de Davy Jones e o seu proverbial "Locker" (O Baú de Davy Jones]. A teoria de que Rocks D. Xebec seja a encarnação do próprio arquétipo de Davy Jones em One Piece ganha sustentação avassaladora quando avaliamos os eventos de God Valley e as anomalias espirituais grotescas de Teach e sua obsessão por frutas do diabo. Davy Jones era conhecido como o pirata amaldiçoado, condenado a vagar no abismo absoluto, recolhendo as almas e as sobras dos piratas afogados, aprisionando-as nas trevas eternas de seu baú.
Se a "Yami Yami no Mi" — a temida e abominável Fruta da Escuridão — for, na verdade, a materialização literal e carnal do "Baú de Davy Jones", as peças se encaixam de forma aterradora e inquestionável na tapeçaria macro. A habilidade suprema da fruta não é apenas criar gravidade ou neutralizar os poderes efêmeros de outras Akuma no Mis, mas sim engolir tudo para um abismo escuro e infinito. E se Rocks D. Xebec era o usuário originário dessa fruta maldita no auge de seu reinado profano? Isso explicaria perfeitamente como ele subjugou monstros do calibre de Barba Branca, Shiki e Big Mom. Ele não apenas os derrotou fisicamente, ele anulou as suas individualidades e poderes divinos através do controle magnético, cruel e esmagador do vazio absoluto, tornando-os prisioneiros acorrentados e subservientes de sua própria escuridão insaciável.
No momento fatal da colossal batalha cataclísmica de God Valley, quando as forças unidas, avassaladoras e determinantes de Garp e Roger o superaram física e ideologicamente, esmagando seu corpo em cinzas, a alma, o Haki e o próprio rancor denso e impuro de Xebec não se dissiparam ao vento como poeira de ossos. Ao invés disso, a sua essência foi absorvida pela própria escuridão e natureza anômala da fruta Yami Yami no Mi no ato de sua aniquilação brutal. Este fenômeno não seria sem precedentes num universo onde a determinação de Zoro toma a forma etérea de Asura, ou onde a vontade de Nika repousa latente por oitocentos anos no cerne frutuoso de uma Akuma no Mi de borracha sorridente. A fruta não renasceu apenas como poder, mas sim como a âncora imortal da vontade apodrecida, furiosa e corrompida de Xebec.
Isso cimenta de maneira majestosa a razão exata e assombrosa para Marshall D. Teach, supostamente o herdeiro biológico ou clonado dessa loucura insondável, ter afirmado com uma convicção messiânica aterradora: "A fruta me escolheu." A fruta da escuridão não foi um prêmio aleatório encontrado numa caça ao tesouro qualquer nos confins poeirentos do Novo Mundo; ela era o farol guiando a alma de Xebec para o seu hospedeiro mais capacitado. Quando Teach cometeu o sacrilégio de assassinar cruel e friamente Thatch para consumi-la sob as sombras do convés sagrado de Moby Dick, ele não apenas adquiriu um novo e grandioso poder logia, ele permitiu que as chaves do Abismo de God Valley fossem novamente inseridas na fechadura e torcidas com brutalidade. A alma parasítica de Rocks estava, após longos anos, novamente liberta, sussurrando profecias, planos de vingança cega e loucura destrutiva na mente instável, multifacetada e gananciosa do Barba Negra.
O Segredo Sob a Terra Manchada de Sangue: O Misticismo Profano e a Realidade Oculta de God Valley
O nome "God Valley" (Vale dos Deuses] sempre induziu os teóricos ao erro fundamental, insinuando que a nomenclatura foi moldada unicamente pelo ego e pela soberba monumental dos Dragões Celestiais (Tenryuubitos] que desciam de seus castelos brancos e repletos de ouro nas nuvens para estabelecer seus sangrentos, sádicos e brutais jogos de caça humana. Contudo, os painéis densos do mangá desenhados por Eiichiro Oda frequentemente apontam para uma verdade estrutural imensamente mais arcana, profunda e conectada à topografia espiritual original e sombria do planeta de One Piece. E se o termo referenciar antigas divindades elementares verdadeiras, talvez da raça dos Lunarianos, cuja extinção abriu espaço e domínio geográfico para o próprio Governo Mundial moldar sua pseudo-divindade e sentar os Gorosei no topo incontestável e cego do mundo?
Rocks atacou frontalmente a ilha não como um bárbaro ignorante buscando sangue por diversão rasteira, mas porque a ilha de God Valley escondia, talvez numa cripta selada com Haki ancestral ou tecnologia alienígena, a tecnologia primordial e a chave de dominação utilizada no genocídio secular que os Deuses originais aplicaram contra civilizações outrora grandiosas, incluindo a queda absoluta do Grande Reino Antigo. Isso muda drasticamente o cenário da calamidade monstruosa e sangrenta: Xebec pretendia arrancar das garras frias do Governo a arma suprema ou a herança mitológica de aniquilação e torná-la sua. Talvez a mesma arma que o sombrio líder oculto Imu utilizou décadas depois para pulverizar impiedosamente do globo e dos radares geográficos a nação indefesa e amotinada de Lulusia, reduzindo milhares de civis ao pó sem hesitar.
Esta busca enlouquecida de Xebec, enraizada na violação total e blasfema dos segredos imaculados de Mariejois, foi considerada o tabu definitivo. E por isso God Valley precisava ser obliterada não apenas no momento do embate destrutivo, mas fisicamente desintegrada dos mapas até que não restasse sequer um grão de areia vulcânica ou rocha ígnea como memória sólida e indestrutível. A ordem imperativa de extermínio total e apagamento não visava esconder ao mundo que os gloriosos, intocáveis e sagrados Tenryuubitos foram colocados de joelhos e choraram em desespero perante um pirata; visava fundamentalmente sepultar e soterrar sob toneladas de esmagadora e sufocante pressão do oceano, a terrível verdade irrefutável e chocante que Xebec havia descoberto naqueles porões úmidos sobre o falso deus Imu.
A Ciência do Pecado e os Protocolos Ocultos: A Conexão Sombria entre o Fim de Rocks e o Gênesis Científico de MADS
O apagamento da tripulação dos Rocks e a morte de Xebec aconteceram 38 anos atrás, um marco histórico incrivelmente pontual. Este período alinha-se cronologicamente com as fases incipientes e profundamente questionáveis da vida profissional de figuras proeminentes, complexas e formidáveis no universo científico de One Piece: Vegapunk, Vinsmoke Judge, Caesar Clown e a insana e gananciosa Miss Buckingham Bakkin (conhecida por se auto proclamar mulher do Barba Branca]. Estes cientistas brilhantes formaram a notória corporação sem ética e fronteiras morais conhecida como "MADS". Qual o ponto de conexão perturbador e aterrador entre piratas colossais e cientistas obcecados?
A ex-pirata e parceira íntima (ou companheira de tripulação manipuladora] Bakkin, também conhecida como Stussy original, estava intimamente familiarizada com a estrutura interna grotesca e inquebrável, as falhas genéticas e o poder monstruoso dos membros do bando de Rocks. A revelação estonteante, bombástica e absurda de que a atual Stussy da Cipher Pol Aigis Zero, e membro crucial na revolução tecnológica da Egghead, é na verdade, biologicamente, de forma nua e crua, um clone absoluto e irrefutável da Stussy original feito nos laboratórios obscuros da MADS, abriu uma genuína e assustadora Caixa de Pandora narrativa, derramando incertezas, pavores e horrores sobre toda a estrutura central do que julgávamos saber sobre a Nova Era.
Se a tecnologia do "Lineage Factor" — O Fator de Linhagem e DNA — que recriou geneticamente Miss Stussy já estava em pleno vigor nefasto naquelas décadas, não é sequer plausível, mas obrigatório presumir que a MADS obteve material genético e sangue não apenas de Stussy, mas dos restos físicos de diversos piratas massivos da era dos Rocks após o cataclismo estrondoso de God Valley. Eles teriam em suas mãos amostras, frascos impuros e genomas de Charlotte Linlin, de Kaido e de ninguém menos que o próprio Xebec. E essa premissa sombria desemboca inexoravelmente na monstruosa anomalia fisiológica de Marshall D. Teach. O Barba Negra possui exatos 40 anos atualmente. Ele era um bebê recém-nascido, ou mais provavelmente, um organismo embrionário de dois anos durante ou imediatamente no rescaldo aterrador e desorientador do colapso sombrio em God Valley.
A anomalia, o defeito fisiológico bizarro e quase sobrenatural que Teach carrega em seu ser biológico, permitindo a retenção múltipla, gulosa e profana de mais de uma fruta, juntamente com o seu comportamento apático e solitário e as múltiplas presenças detectadas no seu olhar sombrio, pode ser o triste e trágico resultado conturbado, imprevisto e defeituoso de uma experimentação sombria inicial de clonagem. Um experimento feito nos laboratórios banhados de frieza calculista da MADS, onde juntaram peças desconexas, ou fundiram embriões para trazer Rocks de volta à vida. Teach é o monstro de Frankenstein desta era marítima formidável: as peças cruas, coladas sem alma, com a vontade e a sede de caos imortal e inabalável herdada da própria estrutura corrompida de seu sangue genético e inescrupuloso. Barba Branca, percebendo o perigo formidável ou sentindo compaixão e miséria por este "filho" ou quimera abominável da ciência que compartilhava sangue de um antigo e temível companheiro, pode tê-lo acolhido secretamente num gesto fútil de salvamento moral. E Garp pode, silenciosamente, odiá-lo por essa exata natureza impura.