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Sete Corsários: o Governo Mundial pagou caro por piratas que não obedeciam

O acordo dava anistia a piratas em troca de contenção. Na prática, quase todo membro usou o cargo para financiar projeto próprio.

Retrato autoral de Dracule Mihawk
Ilustração de Dracule Mihawk

Introdução

Sete piratas recebiam perdão do Governo Mundial e, em troca, deviam servir como força de contenção contra outros piratas. O nome oficial soava bem em comunicado. Funcionava mal em quase todos os casos.

Quando o sistema foi extinto no Reverie, a Marinha deu a entender que era ganho de eficiência. Olhando os membros um por um, parece mais alívio.

O que o cargo entregava de fato

Anistia, livre circulação e um selo que travava investigação. Nenhum Shichibukai era obrigado a comparecer quando chamado, e a maioria não comparecia.

O selo também servia de escudo contra a própria Marinha. Smoker passou anos irritado com isso, e é uma das poucas fontes de conflito interno que a instituição admite em voz alta.

Em troca, o Governo Mundial ganhava um nome numa lista de dissuasão. O medo do título rendia mais que o serviço prestado, e era basicamente a única coisa que o acordo entregava com alguma constância.

Cada um usou para outra coisa

Crocodile usou o título para operar uma organização criminosa e tentar tomar um reino. Doflamingo usou para governar Dressrosa e tocar negócio de armas e frutas artificiais. Moria usou para montar um exército de zumbis dentro de um navio.

Boa Hancock aceitou por conveniência e ignorava convocação. Jinbe aceitou para proteger a Ilha dos Homens-Peixe e depois abriu mão do posto. Barba Negra aceitou porque o cargo abria a porta de Impel Down.

Mihawk é o caso que ninguém explica direito. Comparecia quando convocado, lutou do lado da Marinha quando conveio e não tinha projeto próprio visível. Continuava não obedecendo a ninguém.

Kuma é o caso mais sujo

Kuma servia ao Governo Mundial como Shichibukai enquanto era, ao mesmo tempo, oficial do Exército Revolucionário. E terminou convertido em arma pelo próprio empregador, com a personalidade apagada em etapas.

É a demonstração mais clara de que o acordo nunca foi entre iguais. Um dos sete virou protótipo de linha de montagem, e o Governo Mundial não tratou isso como quebra de contrato.

A substituição

Com o sistema extinto, a Marinha passou a caçar ex-membros e o Governo Mundial apostou em ciência: unidades produzidas em série, projetadas para obedecer, no lugar de piratas com agenda própria.

Faz sentido administrativo. Também eliminou o único mecanismo que colocava piratas e Governo Mundial na mesma sala fingindo cordialidade, o que era, francamente, uma das coisas mais divertidas desse mundo.

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