Sabaody Sagas e arcos

Sabaody: a melhor derrota já escrita em One Piece

Onze novatos famosos, um soco num Celestial e um Shichibukai que resolveu o problema mandando cada Chapéu de Palha para um canto diferente do mundo.

Retrato autoral de Bartholomew Kuma
Ilustração de Bartholomew Kuma

Introdução

Onze novatos chegaram a Sabaody achando que estavam prontos. A primeira metade da Grand Line tinha sido vencida, as recompensas estavam altas, o arquipélago era só o último ponto antes do Novo Mundo.

Nenhum deles passou por ali sem prejuízo. Alguns foram capturados, outros fugiram, e a tripulação principal saiu do arco desmontada por um único adversário.

O soco no Celestial

Luffy acertou um Tenryubito na cara dentro de uma casa de leilões. Sabia em detalhe o que aconteceria depois? Provavelmente não. Faria de novo? Sem a menor dúvida.

O soco convoca um almirante. É a mecânica política do mundo funcionando exatamente como foi descrita: mexer com Celestial não entra na fila dos crimes comuns, e a resposta é automática e máxima.

Kizaru serve de régua

Borsalino chega e aquilo deixa de ser luta. Ele atravessa o arquipélago em velocidade de luz, derruba Zoro sem esforço aparente e trata a Pior Geração inteira como serviço de rotina.

É a primeira vez que a série separa com clareza ser famoso de ser forte. Recompensa alta mede o quanto o Governo Mundial se incomoda com alguém, não o quanto essa pessoa aguenta em pé.

Kuma tomou a decisão mais generosa da saga sem ninguém perceber

A Nikyu Nikyu no Mi empurra qualquer coisa, inclusive pessoas, por distâncias absurdas. Kuma usou isso para tirar cada Chapéu de Palha do arquipélago, um por um, na frente dos outros.

A leitura na hora era óbvia: execução dividida em nove partes. Depois se descobre que Kuma havia combinado com Rayleigh a proteção do Thousand Sunny, e que os destinos não foram sorteados.

Kuma estava se apagando enquanto fazia isso. Já havia aceitado a conversão em Pacifista, com a personalidade sendo substituída em etapas, e gastou o que restava de vontade própria preservando uma tripulação inteira e o navio dela por dois anos.

A mensagem de dois anos

Luffy escreveu 3D2Y no braço e riscou o 3D. Só a tripulação entenderia, porque só a tripulação sabia o que uma letra riscada significava para ele depois da tatuagem do Ace.

Dois anos é muito tempo para gastar fora de cena em narrativa serializada, e a decisão foi corajosa. A série voltou com um grupo que resolve em uma página o que antes exigia meio arco.

Continuo achando Sabaody o melhor arco curto da obra por um motivo simples: é o único em que o objetivo declarado da tripulação falha por completo e ninguém finge o contrário depois.

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