Introdução
Uma bandeira, um tiro, e o resto do arco fica menor. Antes disso Robin havia se entregado para salvar a tripulação, e a lógica dela era sólida: quem anda com Nico Robin morre. Ohara morreu. Todos depois de Ohara morreram.
A resposta de Luffy dispensa discurso. Ele manda o atirador da tripulação acertar o símbolo do Governo Mundial de longe, na frente de todo mundo, para que ninguém precise perguntar quem eles decidiram enfrentar.
“Eu quero viver”
O grito de Robin é o eixo do arco e só funciona por acúmulo. Ela passou a vida sendo carregada por gente que depois virou ameaça, aprendeu a trair antes de ser traída e chegou à tripulação já calculando o dia de ir embora.
Quando ela finalmente pede socorro em voz alta, o pedido sai feio e alto, sem elegância nenhuma. Foi a melhor escolha possível: uma personagem contida a série inteira gritando a coisa mais simples que existe.
O CP9 não era enfeite
O Rokushiki dá aos agentes um repertório de seis técnicas corporais, de Soru para velocidade a Tekkai para endurecer o corpo, e o arco usa isso para deixar claro que força bruta sozinha não resolveria o problema.
Rob Lucci vem de outra categoria. Não quer reino nem tesouro: cumpre ordem do Governo Mundial e gosta visivelmente do serviço, o que o torna mais desconfortável de assistir do que Crocodile.
Franky queima o que todos queriam
O objetivo da operação nunca foi Robin sozinha. O Governo Mundial queria as plantas de Pluton, e quem as carregava era Franky.
Tom foi condenado por ter construído o navio de Gol D. Roger, o projeto ficou com Iceburg e depois chegou às mãos de Franky. Três gerações de chantagem em cima de um desenho de navio.
Franky queima na frente de todos. Não devolve ao Governo Mundial, não entrega para a tripulação, não guarda para depois. Resolve da forma mais definitiva disponível e fica sendo o único ali que sabia exatamente o tamanho do que estava perdendo.
O Buster Call serve de régua
Spandam chama o Buster Call achando que resolve. Cinco vice-almirantes e dez navios de guerra é o tipo de resposta que o Governo Mundial reserva para apagar uma ilha do mapa, e foi exatamente o que Ohara recebeu vinte anos antes.
O arco fecha com a ilha arrasada pelo próprio ataque que deveria capturar a tripulação. Ninguém do lado do Governo Mundial sai com a peça que queria, e a conta chega depois em forma de recompensa nova para quase todo mundo do barco, inclusive para o Sogeking, que oficialmente não existe.