Introdução
Luffy convidou um cozinheiro antes de convidar um médico, e um médico antes de convidar uma arqueóloga. A ordem faz sentido de embarcação, não de torneio de luta.
Reparando na sequência, dá para ver que ele nunca preencheu duas vezes a mesma função. Nem quando apareceu candidato mais forte.
A escala de bordo
Cada integrante ocupa um cargo funcional de navio, e a tripulação é pequena porque não há redundância. Ninguém é reserva de ninguém.
Vale ler a lista como quadro de pessoal, e não como time de batalha. Metade dessas funções não tem utilidade nenhuma em combate.
- Luffy: capitão.
- Zoro: espadachim e combatente.
- Nami: navegadora.
- Usopp: atirador.
- Sanji: cozinheiro.
- Chopper: médico.
- Robin: arqueóloga.
- Franky: carpinteiro naval.
- Brook: músico.
- Jinbe: timoneiro.
A ordem cobra o que a viagem exige
Primeiro alguém para brigar, porque sem isso o barco não sai do East Blue. Depois alguém para achar o caminho. Depois alguém para cozinhar, porque a viagem ficou longa.
Médico entra quando a tripulação começa a se machucar de verdade. Arqueóloga entra quando o objetivo deixa de ser só chegar e passa a ser entender. Carpinteiro entra quando o navio morre. Cada contratação responde a um problema que já aconteceu.
O músico é o cargo mais revelador
Luffy queria um músico desde o começo, muito antes de precisar de médico. Numa lista de prioridades racional isso é indefensável.
E é o dado que define o personagem melhor que qualquer luta. Para ele, um navio sem música não é um navio pirata, e essa teimosia é o motivo de a tripulação funcionar.
A última vaga demorou anos
Jinbe fecha a escala como timoneiro, e demora muito para entrar. Ele já tinha sido convidado antes e recusou por ter obrigação pendente em outro lugar.
É o único caso de contratação em que o candidato disse não e Luffy esperou. Aumenta o valor da entrada dele e mostra que a vaga não era intercambiável.
Com a escala completa, o barco consegue navegar, comer, curar, consertar, ler pedra antiga e tocar música. Falta só decidir para onde ir, e isso o capitão resolve por conta própria, geralmente mal.